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De Após as Ovelhas

Juarez B. Rodrigues

 

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Prefácio

Este livro começou a ser escrito no ano de 2007, tendo sido concluído em aproximadamente dois meses. Entretanto, por oito anos estes escritos ficaram aguardando vir a lume. A princípio passando por criteriosa revisão tanto ortográfica quanto contextual, e como sempre acontece - creio que com todo escritor - a cada revisão temos a sensação de que quanto mais se revisa mais se encontra o que corrigir. Some-se a isso ainda o fato de que em janeiro de 2009 entraram em vigor as novas regras ortográficas da língua portuguesa, o que obviamente demandou mais uma cuidadosa revisão...

Em meados deste mesmo ano de 2009, este autor sofreu duríssimo ataque no campo de batalha. Embora estando ciente por muitos anos dos ardis de satanás (2 Cor. 2:11), abri a guarda de tal forma que o contundente golpe do inimigo lançou-me por terra. Por muitos meses a depressão e o abatimento moral lançaram-me num estado de fraqueza e desânimo tal que cessou todo o exercício espiritual. Cessou a oração e a leitura das escrituras, e a comunhão com os crentes tornou-se para mim uma grande agonia pela vergonha de tê-los desapontado. Por meses a fio, lágrimas amargas juntaram-se ao escuro de noites insones testemunhando dores que palavras não podiam traduzir. Dentre os prejuízos que não se pode contabilizar - só para citar algum dentre os menores - deixei de editar uma revista de edificação cristã que circulava por mais de dez anos em toda região sul do Brasil, pois não me julgava mais em condições morais e espirituais de levar avante este trabalho. Também este livro, foi deixado de lado sem a menor perspectiva de algum dia vir a ser publicado.

Durante aqueles meses de miséria espiritual, houve um homem. Um irmão. Um pastor. Seu nome não vou citar, pois ele não gostaria que eu o fizesse. E não seria justo privá-lo do inteiro galardão diante do Tribunal de Cristo. Durante os meses nos quais passei num escuro abismo de apatia e tristeza, incapaz de ver o horizonte da graça de Deus, este homem insistentemente importunou-me com suas visitas. Recusou-se veementemente virar-me as costas quando outros já o haviam feito. Paciente e amorosamente sustentou-me quando meus joelhos desconjuntados ainda estavam fracos demais e até que minha mão fraca pudesse alcançar a forte mão do meu Redentor.

Pouco a pouco as feridas cicatrizam. Ainda sangram por vezes, e creio que continuarão a doer por muito mais tempo. Certamente suas marcas descerão comigo ao túmulo até o dia da redenção, a menos que o Senhor me conceda o luxo de estar vivo para sua vinda para o arrebatamento de sua igreja.

Enquanto convalescendo, tornei a ler o que escrevi em 2007. Inevitavelmente me veio o pensamento de como seria bom publicar este livro. Obviamente, por outro lado, sinto-me inadequado para oferecer ao povo de Deus algo de que não posso corroborar com um bom exemplo. Mas quanto mais repetia a sua leitura, mais me encantavam as lições pastorais que o Espírito Santo registrou de Davi nas sagradas Escrituras. E o tempo todo me veio à mente aquele homem. Aquele irmão. Aquele pastor que deu expressão a tudo que escrevi nas minhas meditações sobre Davi e seu caráter de pastor. Foi como ovelha machucada que experimentei vividamente os benefícios de um pastor. Por isso, e apesar de tudo; e depois destes anos decidi compartilhar com outros, o que escrevi.

Durante estes trinta e seis anos na carreira cristã, tenho percebido que o assunto de pastoreio numa igreja local é um tema pouco tratado e, por conseguinte, pouco entendido. Dentre os crentes numa igreja local, não são muitos os que se exercitam na direção da excelente obra, e aqueles que o fazem enfrentam, na maioria das vezes, severas críticas por parte das ovelhas para as quais dedicam seu zelo pastoral. Nas chamadas cartas pastorais de Paulo a Timóteo e a Tito há orientação clara e precisa para o homem que vai pastorear o rebanho de Deus, e quando escrevo “o homem que vai pastorear o rebanho...”, não estou me referindo a um único homem eleito para governar sob o título de pastor, reverendo, bispo ou, seja lá qual título eclesiástico que lhe confiram. Isso é prática comum na religião do mundo, mas não é o exemplo das Escrituras que apresentam uma liderança plural na igreja a exemplo de Efésios capítulo 20 e versículo 17. Esta passagem é tão obviamente clara que dispensa qualquer outra, bem como qualquer outro argumento a favor. Ao me expressar desta maneira o faço no mesmo sentido de 1 Timóteo capítulo 3: “SE ALGUÉM deseja o episcopado, excelente obra deseja...” (v.1). As igrejas precisam de tais indivíduos, e os tais precisam de orientação escriturística e apostólica.

Como já citei, nas epístolas pastorais de Paulo a Timóteo e Tito - entre outras escrituras – há ensino doutrinário claro sobre liderança e pastorado na igreja local. Mas é das experiências de Daví como pastor que o Espírito tem enchido meu coração para escrever sobre o cuidado pastoral.