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O Voto de Jacó

Juarez B. Rodrigues

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Introdução

 Cantai alegremente a Deus, nossa fortaleza; celebrai o Deus de Jacó”(Sl 81:1)

Pouco a pouco, o sol sumia no horizonte daquela terra escaldante. No vazio daquela região inóspita apenas uma figura apressada, e seu camelo, davam indícios de vida, além de algumas amendoeiras que surgiam com mais freqüência na medida em que Jacó avançava em direção ao norte. Jacó presumiu estar já nos domínios hititas, provavelmente próximo de Luz, a julgar pelas amendoeiras. Centenas de quilômetros estavam pela frente, ainda, até chegar em Padã-Arã, onde Jacó esperava encontrar um exílio, uma esposa, e – se Jeová fosse misericordioso – um pouco de paz. O importante nesse momento é que já havia se distanciado de Berseba por quatro dias. Com um pouco mais de sorte logo estaria a salvo de Esaú, seu irmão.

Com o avanço do por do sol, a viagem torna-se quase impossível. Dirigindo-se a um pedaço rochoso do terreno, Jacó prepara-se para passar a noite. Uma grande pedra convenientemente disposta, como uma bênção da natureza para abrigá-lo do vento, faz com que Jacó se sinta agradecido. Jeová tem sido bom para mim, apesar de tudo. – Ele pensa, enquanto tira de seu alforje um pedaço de pão, e um odre de vinho, preparando uma refeição, acompanhado de mel e queijo. Não é como um prato de carne com lentilhas... – pensa, quando de súbito lhe vem à lembrança o episódio com seu irmão. Começa a comer, procurando afastar as lembranças perturbadoras da sua cabeça.

Envolto à sua capa, reclinou-se contra a pedra para dormir, enquanto o sono e os pensamentos disputavam lugar em sua mente.  Saíra às pressas de Berseba, aproveitando o momento quando seu irmão se achava no campo. Era bom caçador. Se decidisse caçá-lo tinha grande chance de sucesso. Jacó sabia disso, por isso se apressara. Gostaria de ter ficado um pouco mais com sua mãe, chorosa e aflita, mas devido ás circunstâncias era perigoso. Ainda tinha que comparecer na tenda de seu velho pai...

Ao aproximar-se de Isaque, Jacó se sentia de certa forma feliz por seu pai não poder enxergar devido à velhice. Assim, ele não veria seu embaraço, e a vergonha em seu semblante, pela mentira, com a qual, roubara a bênção de Esaú. Mas, para surpresa de Jacó, não havia rancor nas palavras do pai, e sim, uma bênção proferida. Era muito mais do que Jacó poderia esperar. Na realidade, era tudo o que ele não merecia. – El Shaddai te abençoe... e te dê a bênção de Abraão... – Era como se estivesse ouvindo ainda, enquanto mergulhava num sono profundo.

O amanhecer traria à cena um novo Jacó. Ainda sob forte comoção, impressa em sua alma pelo sonho daquela noite, Jacó põe-se a trabalhar. Num esforço, ergue a pedra sobre a qual se recostara à noite, deixando-a vertical, como uma coluna. Teria sido mesmo um sonho? A escada cujo topo tocava os céus, os anjos que subiam e desciam por ela, e o mais impressionante, a visão de Jeová em meio a uma fulgurante glória, cujo brilho Jacó tinha a impressão de chegar até Berseba, denunciando a sua fuga, e até Padã-Arã, antecipando a sua chegada. Não, não fora apenas um sonho. Fora uma visão real. Uma manifestação de El Shaddai – o Deus Todo-Poderoso, invocado na bênção de seu pai antes de sair de Berseba. A conclusão de Jacó era a de que o Senhor Jeová estava naquele lugar, sem que ele soubesse.

Reverentemente, Jacó toma dentre os seus poucos pertences uma botija com azeite, e num ato de devoção santa unge aquela coluna erigida em meio ao nada, ou melhor, em Betel – como Jacó passa a chamar aquele local – Pois ali o Senhor Jeová habita em glória tal, qual ele nunca vira. Tendo feito isso, Jacó reinicia a sua viagem com o senso da presença do grande Jeová a acompanhá-lo. Dirige-se a Padã-Arã, não apenas fugindo de seu irmão Esaú, mas como quem se dirige a um destino glorioso, prometido na gloriosa visão daquela noite. Além das emoções características daqueles que vêem coisas inefáveis, Jacó leva no coração o propósito firmado de uma consagração total. Um voto. O voto de Jacó.